domingo, 27 de março de 2011

Quem sou eu?


Adolescência: a crise da identidade

“Segundo Erikson, a separação da esfera dos adultos é apenas uma manifestação do que os adolescentes estão efectivamente a tentar atingir. O seu maior objectivo neste período é descobrir quem são e o que é que realmente são enquanto atravessam o que ele denominou por crise de identidade. Na nossa cultura complexa, há muitos papéis sociais, e a adolescência é o tempo para os ensaiar para perceber qual é o que mais lhe convém - que vocação, que ideologia, de que grupo ser membro - . A primeira questão que se coloca ao adolescente é: “Quem sou eu ?” e para lhe responder empreende uma sucessão de atitudes, em parte em direcção aos outros, que lhe servem de espelho no qual se vêem reflectidos. Cada papel, cada relação humana, cada concepção do mundo é primeiro adoptada numa base do tudo ou nada sem haver lugar para compromissos. Cada um é como que um fato, um vestido. Quando o adolescente descobre que um lhe serve, torna-se a roupa da sua identidade de adulto.”

Gleitmann, H. Basic Psychology, Nova Iorque (EUA), W.W. Norton § Cª, 1996, p.449

sábado, 27 de novembro de 2010

Dúvidas


Olá Meninos:
Aqui está o prometido «cantinho das dúvidas». Fico à espera ...
Bom estudo!

sábado, 30 de outubro de 2010

Qual a Especificidade do Ser Humano?

Mark Rowlands em «O Filósofo e o Lobo» (2009, Ed. Lua de Papel, P. 15-16) escreve:
«Este livro é também sobre o que significa ser humano - não enquanto entidade biológica mas enquanto ser que consegue fazer coisas que nenhum outro ser consegue. Nas histórias que costumamos contar sobre nós próprios, as características únicas que possuímos repetem-se como refrãos. Para uns, elas assentam na capacidade de criarmos civilização, e de assim nos protegermos da natureza, selvagem e perigosa. Para outros, é o facto de sermos os únicos seres capazes de distinguir o bem do mal e logo os únicos capazes de ser bons ou maus. Há quem diga também que somos únicos porque raciocinamos; somos animais racionais sozinhos num mundo de animais irracionais. Depois, há os que acham que é o uso da linguagem que definitivamente nos separa dos animais. E os que afirmam que somos únicos porque temos livre-arbítrio. Ou os que acreditam que a nossa singularidade assenta no facto de sermos os únicos com capacidade de amar. Ou que somos os únicos com capacidade para compreender a natureza e os fundamentos da verdadeira felicidade. Ou que somos únicos porque conseguimos ter a noção de que vamos morrer um dia.
Não acredito que alguma destas histórias consiga criar um abismo categórico entre nós e os outros seres. Há coisas que achamos que eles não conseguem fazer, mas até conseguem. E há coisas que achamos que conseguimos fazer, mas até nem conseguimos. Quanto ao resto — bem, diria que é sobretudo uma questão mais de grau do que de espécie. A nossa singularidade baseia-se simplesmente no facto de contarmos estas histórias — e, mais importante, no facto de acreditarmos nelas. Se eu quisesse definir os seres humanos numa única frase, esta serviria: os seres humanos são os animais que acreditam nas histórias que contam acerca deles próprios. Os seres humanos são animais crédulos.»
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domingo, 24 de outubro de 2010

Conhece-te a ti próprio

Imagem em: http://pensar-se.blogspot.com/
O «Conhece-te a ti próprio» nasceu da vontade de servir a grande finalidade da disciplina de Psicologia B. Segundo o programa desta disciplina, «(...) a grande finalidade da disciplina de Psicologia é o desenvolvimento dos saberes, das atitudes,das capacidades e das competências necessários a um melhor conhecimento de si próprio e da sua relação com os outros e com o mundo»( Programa de Psicologia B, Ministério da Educação, p.4).
O Conhece-te a ti mesmo constitui a pedra angular da filosofia socrática. Não é minha intenção «psicologizar» o lema délfico, no entanto, parece-me que não há melhor expressão para traduzir a necessidade de o homem se colocar a claro consigo próprio, num exame e numa descoberta constantes de si mesmo. O desafio está lançado ... agora falta a coragem ou a serenidade para levar a cabo este empreendimento.

Quem somos nós?
O que somos?
Como chegamos a ser quem somos?